Blog dedicado à unidade curricular de Jornalismo Televisivo da Universidade Lusófona do Porto

Terça-feira, 13 de Junho de 2017

Andreia Resende e Sara Oliveira

 

Texto-pivô: O voluntariado tem um papel importante nos hospitais. O centro de dia da Liga Portuguesa Contra o Cancro recebe vários voluntários. É o caso de Cidália Cunha.

 

 

 

Vivo Entrevistado: Sou a Cidália Cunha, tenho 65 anos e sou voluntária há sete. Deixei de trabalhar, porque reformei-me e fiquei com tempo disponível para dar o meu contributo mais personalizado e ajudar as pessoas. Iniciei o meu voluntariado, aqui, no Centro de Dia, na Liga Portuguesa Contra o Cancro, que é uma coisa que eu adoro. Cheguei aqui, o meu coordenador era inglês e eu como não percebia nada de inglês disse-lhe que sim a tudo. Foi muito fácil de adaptar. Fui começando a conhecer cada utente que tínhamos cá e foi uma adaptação muito interessante, sempre com vontade de puder dar mais um dia ao Centro de Dia. Logo que a minha mãe partiu tive mais disponibilidade.

Se me perguntarem porque sou voluntária, não sei explicar é de paixão. Sempre gostei de ajudar e fazer o meu voluntariado, mas só aqui na Liga Portuguesa Contra o Cancro. Para mim era o IPO e não era mais nada, outro hospital não me diz nada. Portanto, iniciei, aqui, no Centro de Dia tive durante três anos consecutivos e depois passei para o acolhimento também. Faço acolhimento na terça-feira de manhã, terça à tarde estou no Centro do Dia, quarta-feira de manhã estou no cabeleireiro, a lavar cabeças, a fazer maquiagens, a pintar as unhas e depois durante a tarde fico aqui para as minhas brincadeiras com as nossas utentes.

Quando nós gostamos daquilo que fazemos, porque apesar de voluntários somos humanos, nem sempre somos aquela fortaleza que parecemos ser e quando realmente perdemos alguém daqui, principalmente do Centro de Dia, que é com quem temos uma ligação mais forte, isso mexe muito connosco.

Há tanta coisa que podemos fazer pelo nosso doente, porque eu saio daqui mais gratificada do que quando cá chego. Quando o doente me diz, se eu pergunto “posso ajudar, posso ser útil ou em que posso ajudar”, e o doente diz-me “eu não lhe pedi nada”, “muito obrigada” e retiro-me. Passado uns segundo vejo o doente perdido, volto novamente e pergunto “eu posso ajudar?”, “pode, pode” e pronto já aceitou.

O conselho que eu dou os novos voluntários que entram é sempre que conheçam bem o doente e depois a partir daí eles podem fazer aquilo que entenderem. Quando eu faço o meu gráfico de voluntária, eu faço rápido, faço uma pirâmide e ponho um coração no meio, porque eu sou uma voluntária mesmo de coração.

publicado por Andreia Resende às 00:33

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