Blog dedicado à unidade curricular de Jornalismo Televisivo da Universidade Lusófona do Porto

Quarta-feira, 06 de Junho de 2018

Texto-pivô: A técnica de gravar vitrais com ácido está em extinção. Na cidade do Porto, existem apenas dois ateliês que o fazem. Fernando Martins é um dos artistas que tem prolongado esta arte.

 

 

 

 

Entrevistado 1: Chamo-me Fernando Martins. Tenho 68 anos e a minha profissão é gravador artístico em vidros.

 

É um trabalho ingrato porque nós à medida que estamos a fazer, não estamos a ver como ele fica, pois se o ácido não estiver a gravar como deve ser...

 

Primeiro, temos que fazer o desenho, corta-se o vidro, coloca-se o vidro sobre o desenho e começamos aí com pincel e tinta, claro com uma tinta especial, capaz de resistir ao ácido. Para gravar temos que colocar cera à volta para proteger o ácido e não sair fora. E depois vamos introduzir o ácido para gravar. Chegamos ao final e temos um desenho todo tapado por tinta e depois lavamos o trabalho com gasolina e está feito.

 

São sempre trabalhos demorados, mas quantificar o tempo não é fácil.

 

Hoje estou reduzido a mim, só estou eu a trabalhar. Já cheguei a ter sete empregados. É pena, é pena… É uma arte que está em extinção, em absoluta extinção. Se tivesse que pagar o aluguer da loja, já me tinha reformado há muito tempo.

 

Mas é um bichinho difícil de explicar. Eu hoje não sou pessoa de chegar a casa, jantar e de sentar-me no sofá a ver televisão. Eu tenho que vir para o meu atelier.

publicado por Leonor Ferraz às 15:10

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