Texto pivô: Após o golpe de estado em Myanmar pelo exército Tatmadaw, os líderes do partido governante foram detidos. O país está agora sob comando de uma junta militar.
Voz off 1: Os protestos contra a junta militar já decorrem há um mês. Depois do golpe de estado, as pessoas saíram à rua para se manifestarem. A violência das repressões diárias por parte do exército, não impede os cidadãos de lutarem pelo ideal de democracia.
Entrevistado 1: Estamos a enfrentar muita repressão militar pelo país, mas as pessoas estão a sair de novo a rua para protestar sem medo.
Entrevistado 2: A junta está a agir ilegalmente, por isso os cidadãos têm de se proteger.
Voz off 2: De acordo com os relatórios da ONU, 18 pessoas morreram durante as manifestações de 28 de fevereiro. Houve mais de 30 feridos, depois das forças de segurança abrirem fogo contra os protestantes.
Voz off 3: Até à data foram detidas 170 pessoas. A maioria são políticos e membros do partido da Liga Nacional para a Democracia, que caiu a 1 de fevereiro com o golpe militar.
Entrevistado 3: Os nossos protestos têm de continuar, mas já passaram muitos meses, então alguns de nós sentem-se um pouco desapontados e deprimidos. Nós temos de nos manter fortes para o próximo mês ou dois, porque pode demorar mais tempo para remover a junta militar.
Voz off 4: A junta militar acusa a população de prejudicar a estabilidade e a segurança do país. O golpe vem depois do partido NLD vencer as eleições gerais em novembro de 2020. Os militares acreditam que os resultados foram manipulados.
[Reportagem de Beatriz Santos e Diana Fonseca]

