Blog dedicado à unidade curricular de Jornalismo Televisivo da Universidade Lusófona do Porto

Quarta-feira, 11 de Abril de 2018

Texto Pivô - Enfrentar o mundo do trabalho é, em alguns casos, uma realidade dura para jovens finalistas. Seguir para mestrado surge como opção.

 

Voz off 1- Com mais um ano letivo a chegar ao fim, mais uma remessa de finalistas. Quais serão as expectativas destes estudantes para o futuro?

Entrevistado 1- Eu estou um bocado indecisa. Ou seja, se faço cadeiras de CA para completar um bocadinho o marketing ou se vou para um mestrado em marketing. Ou seja, não estou a pensar ainda muito no mercado de trabalho.

Entrevistado 2- Sempre, o meu primeiro plano é o mestrado. Em resumo é o mestrado o meu primeiro plano e depois, se tiver que trabalhar, trabalho; se não tiver que trabalhar, não trabalho, mas essa é a minha primeira opção.

Entrevistado 3- Sempre foi muito importante ter uma licenciatura e agora que estou a acabar, sinto este nervosinho na pele de “o que é que eu vou fazer a seguir?”, “será que vou ter emprego?”, “será que não vou ter emprego?”.

Voz off 2- Mas estarão os jovens conscientes da atual realidade do mercado de trabalho?

Entrevistado 1- É uma área que agora está muito mais desenvolvida, é certo, mas não me imagino a sair diretamente daqui para exercer um cargo em relações públicas.

Entrevistado 3- Daquilo que eu fui vendo ao longo dos anos, a minha área tem várias saídas profissionais, sendo que os departamentos de marketing e de comunicação precisam sempre de mais pessoas, principalmente a nível de marketing digital.

Entrevistado 2- Eu tenho noção que engenharia informática está a dar mesmo no mundo do trabalho, e sei que as oportunidades podem não vir a faltar. Não quer dizer que não vão faltar porque não gosto de ter também essa expectativa mas tenho noção que é uma área em que facilmente se consegue trabalho.

Voz off 3- Os dados estatísticos de 2016 revelam que Medicina é o curso com menor taxa de desemprego, ocupando assim as sete primeiras posições da listagem. Engenharia Informática vem apenas em 13º lugar, com uma taxa inferior a 0,5%.

Voz off 4- Apesar das estatísticas, Mónica, mestrada em enfermagem e agora finalista de medicina, não vê este processo de uma forma tão linear.

Entrevistado 4- As pessoas não têm noção e eu não tinha. Medicina é estudar seis anos, fazer um exame que resume todos esses seis anos e mediante a nota desse exame entramos numa especialidade que pode ir de quatro a seis anos e que, para eu ter emprego, pode implicar eu ter que ir para o Alentejo, para o Algarve, para Lisboa, para Bragança, e ter que lá ficar esses quatro, cinco, seis anos. Ou seja, no fundo, são quase 12 anos a estudar para ter um emprego. Tu não acabas o curso de medicina e és médica; tu acabas o curso de medicina e não és nada. Não há um diploma que te dê acesso a emprego nenhum, não posso exercer sequer. Eu não posso pegar no meu diploma e ir ali ao hospital da Arrábida e pedir para trabalhar. Se calhar podem-me pôr a trabalhar, mas pôr-me a fazer cuidados indiferenciados, o que não é o objetivo de alguém que estuda 6 anos, não é ficar com o nome de tarefeiro.

Voz off 5 - Os palnos são muitos, mas o futuro ainda é incerto.

publicado por Bárbara Dixe Ramos às 10:12

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