Blog dedicado à unidade curricular de Jornalismo Televisivo da Universidade Lusófona do Porto

Quarta-feira, 06 de Junho de 2018

Texto pivot: Há quem continue a preferir a preferir o trabalho da alfaiataria. Na era da indústria têxtil, o alfaiate António Saldanha continua a ter muito trabalho pela frente.

 

 

Entrevistado: Tirante a alfaiataria, não sei fazer mais nada. Se me dessem um outro emprego, eu não ia.

 

Voz off: Desde os 14 anos que a vida António Saldanha é o corte e costura. Já viu a profissão ultrapassar várias fases e sabe que ainda há problemas por resolver.

 

Entrevistado:Não há aprendizagem. Não há quem queira aprender alfaiate.

 

Voz off: Mas o revivalismo está na moda e há sempre quem tenha gosto pelo tradicional.

 

 Entrevistado:  O fato feito por medida, para já é personalizado porque vê-se mesmo. Quer dizer, um cliente que veste um fato, o fato que eu fizer não há ninfuém na rua que lhe diga que assim 'Onde é que compraste o fato?'. São capazes de dizer 'Onde é que o fizeste?'. Ou bem feito ou mal feito. Nem todos calham bem, nem todos saiem bem.

 

Voz off: Mesmo com fatos que rondam os 1000€, António continua a não ter mãos a medir. Consegue assim, fazer face à indústria têxtil.

 

Entrevistado: Pessoalmente não considero que a mim que me estragaram, nem estragam nada. Um lugar não tira lugar ao outro. A confeção não tira o lugar ao artesanal. Ninguém diz assim 'Onde é que compraste esse fato?' dizem 'Onde é que fizeste esse fato?'. Porque vê-se mesmo que foi feito para a pessoa.

 

Voz off: Escondido na rua 31 de Janeiro do Porto, António Saldanha é um dos poucos resistentes da erosão do modernismo.

publicado por Ana Miranda às 15:35

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