Blog dedicado à unidade curricular de Jornalismo Televisivo da Universidade Lusófona do Porto

Quarta-feira, 14 de Março de 2018

Texto Pivot

 

É de 88% a percentagem que corresponde ao número de católicos em Portugal. Apesar de o número ter vindo a diminuir, ainda muito se debate sobre o tema.

 

 

Entrevistado 1: Parece ser que o homem é um bicho que precisa de acreditar. Não sei se essa é a razão. Eu acho que não há uma razão uma razão identificada para que se creia numa ou noutra coisa.

Entrevistado 2: A fé é aquela capacidade de nós acreditarmos em algo que não vemos mas que temos a noção que ele possa existir e existe mesmo. Neste caso que é Deus. Acho que a fé é só uma. Cada pessoa tem a sua fé mas tem como base a bíblia.

Entrevistado 1: Ambas as coisas são indemonstráveis, o que não quer dizer que o agnosticismo seja um pensamento só da demonstração. Há de facto coisas que não são demonstráveis, que existem e que são muitíssimo importantes. Agora não creio que as pessoas pensem muito em termos metafísicos, na sua existência. E ainda há, depois, outra coisa muito diferente que são as maquinarias politicas das religiões às quais nós chamamos igrejas. É em nome dessas, que são dispositivos de poder, instituições como outras quaisquer, que se tem feito tantas atrocidades mas também algumas coisas boas na história da humanidade.

Entrevistado 2: Deus criou, neste caso, no início do mundo, Adão e Eva, certo? É um homem e uma mulher e foi isso que ele incumbiu para se multiplicarem pela terra. Condena qualquer tipo de liberdade sexual, sem ser a normal ou de origem.

Entrevistado 1: Sem deuses, não estou a ver como é que a gente se vai safar. O humano está metido numa grande embrulhada. A gente chama-lhe modernidade e pós modernidade, mas de facto não me parece que estejamos a dar conta do recado.

 

 

publicado por Ana Miranda às 14:45

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