Blog dedicado à unidade curricular de Jornalismo Televisivo da Universidade Lusófona do Porto

Quarta-feira, 02 de Maio de 2018

Texto-pivô: Na oficina de Náná são construídos veleiros a rabelos. Há mais de 30 anos, Fernando Marques é comandante desta frota.

 

 

 

Entrevistado 1: O meu nome é José Fernando Marques, mas sou mais conhecido por Náná. Faço barcos e desde pequeno que aprendi com o meu pai e com o meu irmão. Andei embarcado e fazia lá nos navios, mas dava-os. Como eles, eles também davam os barcos todos. Agora vendo-os porque é para a luz, mas é quase uma troca que eu faço.

 

Entrevistado 2: Me chamou muito a atenção, o facto do artesão estar a trabalhar na parte frontal da loja e na parte de trás manter essas características de quem fabrica e vende o que me parece ser raro. Os barquinhos são lindos, chamaram-me muito a atenção, remetem a outra época, assim como a nível técnico, vê-se mesmo que é artesanato.

 

Entrevistado 1: Primeiro tenho que ver como é o barco, eu às vezes até faço desenhos para ver como é a quilha, a popa, a proa. Todos, todos começam pelo fundo, depois de meter a quilha é só botar tabuás uma por cima das outras até ficar pronto.

 

Entrevistado 3: Tudo o que é trabalho manual não há dinheiro que pague as horas que as pessoas passam a fazer os barcos.

Entrevistado 1: Eu quase que faço de olhos fechados os Rabelos, já fiz tantos, tantos... O que eu quero é passar o resto dos meus dias assim aqui entretido a fazer o que eu gosto.

 

publicado por Leonor Ferraz às 15:10

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