Blog dedicado à unidade curricular de Jornalismo Televisivo da Universidade Lusófona do Porto

Quarta-feira, 18 de Abril de 2018

Texto Pivot: Há tradições que estão a ser recuperadas pelo turismo. Os barcos moliceiros perderam a sua função de origem, e são poucos os que ainda podem contar a história.

 

 

Voz off 1: A tarefa não é fácil. Exige rigor e o Mestre Esteves é dos poucos que ainda o faz no concelho da Murtosa.

 

Entrevistado 1: Ora bem, eu comecei com dez anos de idade. Acabei a escola e depois, por acaso, vinha a vir da escola no último dia, e entrei no estaleiro do Henrique Lavoura, que foi onde eu aprendi. Ele disse-me: Epá, não queres vir aprender a arte de carpiteiro naval?; Eu disse: Eu queria mas o meu pai se calhar não me deixa.

 

Voz off 2: O pai deixou e desde então que já perdeu a conta aos barcos que construiu. Perderam-se as contas e as tradições.

 

Entrevistado 1: O moliceiro, antigamente, era para apanhar moliço. Umas ervas que as apanhavam e aquilo era muito bom para as terras, para fazer a vez do adubo. 

 

Voz off 3: Agora, da ria, extrai-se apenas a ameijoa. As pequenas bateiras ocuparam o lugar dos moliceiros onde hoje, as pessoar preferem passear.

 

Entrevistado 1: Hoje é mais para turismo. Não se vê nenhum ao moliçio, que também a ria nao tem moliço. Em Aveiro fazem dizem que fazem muito dinheiro, pois eu acredito, senão eles não eles não andavam com tanta freima em fazer barcos.

 

Voz off 4: Nem os mais antigos da terra procuram manter o gosto pelo moliceiro. Os poucos que ainda existem estão velhos e ancorados.

 

Entrevistado 1: Está difícil ter um barcos agora. Exigem coisas que são quase impossiveis. Exigem uma carta que diz que tem que ir quatro anos para o mar, para tirar essa carta.

 

Voz off 5: Quem sabe nunca esquece e seja qual for o rumo, a dedicação do mestre Esteves, trabalha à velocidade do ar que passa.

 

 

publicado por Ana Miranda às 15:00

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