Texto- pivô: Os bailes são uma alternativa para quem não quer ficar em casa. As "Tarde Dançantes", no Orfeão do Porto, fazem parte da rotina de várias pessoas.
Entrevistado 2: Habituei-me a este cantinho, aqui, e pronto, não vivo sem isto.
Entrevistado 1: É comer, dormir e dançar. Dá-me genica!
Voz-off: A febre da quinta à tarde. O ritmo continua a contagiar seja aos 60 ou aos 80 anos.
Entrevistado 1: Tinha 10 anos, nos Alunos de Apolo, em Lisboa. Ia com a minha mãe ao bailarico. A minha mãe dançava muito bem e eu, pronto, comecei a gostar."
Entrevistado 2: Vim de braço dado com uma amiga e trouxe-me para aqui-"Vamos ver!"-, ouvimos a música, entramos e pronto, ficamos.
Voz-off: Há quatro anos que o Orfeão do Porto realiza bailes. Às segundas, quintas e domingos, a pontualidade não falha.
Entrevistado 3: Estar em casa a fazer o quê? Ao menos uma pessoa bem para aqui e distrai-se umas com as outras, dança-se.
Entrevistado 1: É melhor que um ginásio e é por isso que eu me sinto em forma com a idade que tenho.
Entrevistado 4: As pessoas começam a parar cá, começam a conhecer-se uma às outras. Abstêm-se de certos e determinados problemas.
Voz-off: Da saúde ao convívio, a música é a palavra-chave.
Entrevistado 1: Rock, tango, valsa, slow, kizomba. Danço tudo!
Entrevistado 4: Às vezes não se sabe a música que eles querem, mas vai-se buscar uma música idêntica ou do mesmo tempo. As pessoas ficam contentes porque reavivam, ao fim e ao cabo, uns anos atrás.
Entrevistado 3: Eu sou proibida de dançar. Tenho dois aparelhos no coração, mas se ficar em casa morro mais depressa, assim venho para aqui. Eu sou médica de mim mesma.
Entrevistado 2: Eu danço acompanhada e se me der para dançar sozinha, também danço, se não houver cavalheiros de jeito.
Voz-off: A solo ou a três. Dançar é o melhor remédio.

