Blog dedicado à unidade curricular de Jornalismo Televisivo da Universidade Lusófona do Porto

Terça-feira, 23 de Maio de 2017

Andreia Resende e Sara Oliveira

 

Texto-pivô: O cancro é uma doença que afeta cada vez mais os jovens em Portugal. No meio de desistências há ainda quem lute para sobreviver. É o caso de Gabriel Marques.

 Vivo Entrevistado: O meu nome é Gabriel Marques, tenho 16 anos e aos 13 anos de idade foi-me diagnosticado um Linfoma de Burkitt. Veio do laboratório o tumor e disseram que era maligno. O que tinha originado as dores era uma invaginação que ocorre, mais frequentemente, nas crianças de 3/4 anos. É quando o intestino delgado entrelaça no grosso e depois a comida que nós ingerimos e que chega ali não passa e origina as dores. A médica veio ter comigo ao quarto e aí também foi um impacto muito grande. Porque a médica sentou-me a mim e à minha mãe, e isto tudo com 13 anos, e disse "pronto Gabriel, tu tens um cancro, vais ficar aqui quatro meses no mínimo e vamos ver se sobrevives ou não". 24 sob 24 horas sobre a quimioterapia mais agressiva do hospital, segundo os médicos. Abandonei a escola, tive que sair da escola. Não tive nenhum apoio por parte do meu pai. Para mim foi terrível, mas também passei bem porque a minha mãe esteve lá comigo 24 sob 24 horas, tinha lá vestuários para tomar banho. Tomava lá banho, apesar de não ser tão higiénico, mas esteve sempre lá comigo e devo-lhe a vida por isso. É uma super mãe para mim. 

Como eu gosto muito de desportos, tentava falar com agentes para proporcionar alguns momentos lá na pediatria, não só a mim mas também ao resto das crianças e algumas das pessoas que foram lá, celebridades foram o Helton e o Maicon, que na altura jogavam no FC Porto. Só o facto de terem ido lá ao hospital... foram coisas mínimas para eles e insignificantes/banais, mas só o facto de estar ali meia hora a conversar com pessoas que se destacam mais, as celebridades, faz toda a diferença. Tive também o apoio da minha cidade onde nasci, em Ovar.

Deixo aqui um apelo a quem passar por isso. Nunca pensar negativo, pensar sempre positivo e pensar que a vida é um jogo. Temos o início, quando nascemos, até morrermos que é o nosso objetivo. E no fim, se não tivermos objetivos/obstáculos, acho não vale a pena e torna-se banal estarmos aqui à face da Terra".

publicado por Sara oliveira às 18:25

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