Blog dedicado à unidade curricular de Jornalismo Televisivo da Universidade Lusófona do Porto

Quarta-feira, 14 de Março de 2018

São varias as profissões que estão a desaparecer e ser peixeira é uma delas. Mas qual será o motivo?

 

Entrevistada 1: Óh meu senhor saia da frente quero ir-me embora que ele vêm aí! diz ele, ai é então faça-me o favor de parar e por o tabuleiro no chão. Era um polícia. 

Voz Off 1: São cada vez menos as peixeiras na cidade do Porto contudo são cada vez mais os riscos nesta profissão.  O dia começa cedo para aqueles que vivem do mar, e toda a atenção é pouca.

 

Entrevistada 2: Venho por matosinhos por volta das seis horas e é aquela correria decomprar o peixe que é uma loucura, depois vimos para aqui, carregamos um peixe num sitio onde uma senhora nos deixa esconder , por causa da polícia, se não eles levam tudo o que encontram. E estamos alí à espera que chegue quase as  nove horas para começar a venda.  Vamos buscar o tabuleiro, pomos alguma coisa e aí começa o stress maior, a polícia. Aí começa a olhar 30 olhos para um lado 30 olhos para outro e não chegam, às vezes não chegam. 

 

Voz off 2: Apesar da ilegalidade desta pratica, estas peixeiras contam com ajuda exterior para assegurar o seu trabalho.

 

Entrevistada 2: Escondemos alí numa ilha, numa senhora idosa que nos deixa lá ir esconder e nós quando saimos da casa temos o máximo de cuidado para olhar para um lado para o outro. E quando eu olhei para a minha irmã, a minha irmã fez-me assim e eu percebi que o homem que estava a beira dele era um polícia.  Já não me cheguei, fiquei a onde estava escondida e só quando eles foram embora é que voltamos à venda. Quando dá tempo escondemo-nos lá, quando não dá tempo escondemo-nos pelos carros, pelas ruas tentamos esconder de qualquer maneira. Mas para lá já nao dá para ir que é para eles nao saberem que nós escondemos lá o peixe. eles podem entrar lá e ir buscar, então aí é que a multa é maior. 

 

Voz off 3: É com os olhos postos nas dificuldades que enfrentam diariamente , que conceição apresenta uma possível resposta para esta problemática 

 

Entrevistada 2: nós nao pagamos nada, nos temos noção disso, deviam dar uma licença para as pessoas poderem trabalhar. O dinheiro que nós pagamos de multas pagavamos um aluguer num sitio ou espaço para trabalhar.

 

Voz off 4: É na rua da senhora da luz que esperança e conceição carregam o peso do mar. De Peixe vendido, Lota vazia e vontade de um dia legalizar aquilo a que chamam de profissão……… assim é o dia a dia destas mulheres.

 

 

 

 

 

publicado por Pedro Lorador às 15:52

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