Blog dedicado à unidade curricular de Jornalismo Televisivo da Universidade Lusófona do Porto

Quarta-feira, 16 de Maio de 2018

Texto- pivô: Manuela Teixeira Lopes é sobrinha neta do escultor português António Teixeira Lopes. Aos 79 anos recorda as histórias vividas naquela que é agora a Casa-Museu Teixeira Lopes, no Porto. Lamenta que a história e o nome da família estejam a desaparecer.

Voz off 1: Tal como tio avô, formada em Escultura pela Faculdade de Belas Artes do Porto, Manuela, agora reformada, conta que o nome a poderia ter ajudado no mundo das artes, mas que nunca se aproveitou da situação.

Entrevistado 1: Eu tinha medo de assumir o Teixeira Lopes, achava que não era boa o suficiente para assinar. Eu assinava Manuela só nas minhas esculturas.

Voz off 2: Apesar de ter apenas 3 anos quando o escultor morreu, Manuela recorda o tio-avô as histórias daquela que outrora chamou casa e que é agora o Museu Teixeira Lopes.

Entrevistado 1: Eu tinha-lhe assim um bocadinho de respeito. Para mim, acho que ele era baixo, estava sempre vestido de preto, tinha umas barbas enormes. Pegava em mim, esfregava-me as barbas e eu ficava sem ar. E depois tinha um relógio, fazia-me assim parecia que me ia hipnotizar. Eu quando o via, pirava-me.

Voz off 3: Confessa que para afastar a saudade há já algum tempo que não visita o museu. Viveu a história na primeira pessoa, mas ainda assim reconhece que existem factos que lhe escapam.

Entrevistado 1: Existem pessoas já formadas e que sabem às vezes mais coisas do que eu que vivi lá. Eu conto à minha maneira e elas às vezes corrigem-me, porque estudaram coisas que eu não estudei. Eu conto aquilo que vivi e elas depois dizem coisas diferentes das minhas e eu vou aprendendo também. Mas eu às vezes fico na minha.

Voz off 4: A memória está bem presente para Manuela, mas o mesmo não acontece com os seus filhos e netos.

Entrevistado 1: Se lhes perguntarem eles fazem uma data de confusão. Eles não sabem a descendência.

Voz off 5: Tal como a memória e a história por detrás, Manuela lamenta que esteja a desaparecer também o nome Teixeira Lopes.

Entrevistado 1: Não vai modificar-se nada, mas o nome vai desaparecer comigo e com o meu irmão. Isso eu tenho pena que isso acabe, mas não posso fazer nada isso é fruto do tempo.

Voz off 6: Agora reformada, Manuela tem o tempo livre necessário para se dedicar àquilo tem sido uma prática de família. Ao que parece é com ela que vai acabar a tradição.

 

publicado por Bárbara Dixe Ramos às 15:00

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