Blog dedicado à unidade curricular de Jornalismo Televisivo da Universidade Lusófona do Porto

Quarta-feira, 07 de Março de 2018

 Texto Pivot: 

Tem-se registado um notável desenvolvimento tecnológico e a pesca não fica na popa desse desenvolvimento, especialmente no que toca à comunicação.

 

Entrevistado 1: Tinhas de mandar aos pilotos e os pilotos às vezes é que comunicava, o mandão de tudo de nós saber uma doença que tinha era pelos poderes ou a morte era pelos padres depois em casa. 

 

Entrevistado 2: Agora estamos no mar e a qualquer momento pegamos no telemóvel e liga para a família, que pescamos que regressamos para o Porto a x horas. Há contacto a qualquer momento. Agora é diferente, mas antigamente a mínima coisa que podia apanhar para ter uma comunicação era através disso. Era com amigos ou então fazer uma carta e depois de um mês e meio ou dois meses é que se sabia notícias, era assim. Agora não, não preciso de nada disso.  Agora, a qualquer momento estás a falar com a tua família, basta apanhar rede e falas logo com a família. Felizmente, já quando fui para fora, a primeira vez que embarquei para o estrangeiro já havia esses meios de informação. Já não tinha aquele problema de a família estar preocupada. Tenho sempre comunicação com eles. 

 

Entrevistado 1: Não tinha mais como falar com ninguém. Depois queria ia-me embora, só a chegar a casa é que estava o corpo presente. Já no estrangeiro já comunicava, ia ao telefone “botava” aquelas moedas, na Alemanha ou Australia  ou Singapura “botava” 

Aquelas moedas e comunicava, agora e meio mais fácil é tudo plástico. Agora sabes onde estás. Hoje é muito melhor que antes. Hoje a mulher sabe onde está o homem e o homem sabe onde está a mulher. E os filhos sabem onde está a mãe ou o pai, tudo á base do aparelho. Eu não tinha nada disso.Assusta-me um bocado. Hoje se fores ao telemóvel e dizer o nome do barco onde está o meu filho em França, eu sei onde está o barco, está na Irlanda do Norte a trabalhar. Será para bem, saber demais o aparelho? Mas é o homem que faz isso.

 

publicado por Pedro Lorador às 15:26

Texto pivot: É a passos largos que a macrobiótica caminha em Portugal. Numa época em que o cuidado com a alimentação é crescente, esta opção tem cada vez mais adeptos.

 

 

Entrevistado 1: Tornei-me macrobiótico como forma de combater uma doença. Diabetes.

Entrevistado 2: Ser macrobiótico é manter o equilíbrio entre o corpo e a mente. Segue uma filosofia chinesa ying e yang. Claro que nem todas as pessoas são macrobióticas pela filosofia, mas eu sim. Há dois anos.

Entrevistado 1: Na minha alimentação passei a incluir alimentos maioritariamente energéticos. Cereais integrais, legumes, grão, tofu, massas e arroz integral.

Entrevistado 3: A alimentação macrobiótica é dos regimes alimentares mais completos, porque não impede de comer nada. Não há restrições alimentares, desde que os alimentos sejam naturais. Ou seja, não podem sofrer alterações. Por opção, há quem evite as carnes vermelhas, os produtos açucarados e as bebidas alcoólicas. Por outro lado, o elevado consumo de carboidratos e cereais desta alimentação pode proporcionar um emagrecimento acelerado.

Entrevistado 1: Apesar de hoje os supermercados já terem muitos produtos naturais, quando vamos a ver, a maior parte dos produtos já sofreu alterações.

Entrevistado 2: Por isso tive que encontrar uma loja da minha confiança que vendesse produtos 100% naturais. O problema é que para além de haver poucas, as poucas são caras. Os problemas que passei a ter foi encontrar produtos que eu quero.

Entrevistado 1: Jantar fora para mim é muito complicado, porque a diversidade deste tipo de pratos ainda é muito pouca.

Entrevistado 2: Com a minha família não tive grandes problemas. Os meus avós, como é normal, acham que me alimento mal mas a minha mãe, felizmente, aceitou facilmente, porque também ela tem muito cuidado com a sua alimentação. Para além da alimentação, também tenho cuidado com o meu corpo. Pratico natação e Yoga.

Entrevistado 1: Tenho pena que a macrobiótica não seja reconhecida como uma medicina, porque foi a melhor alternativa que eu consegui arranjar.

publicado por Ana Miranda às 14:48

Texto-Pivô: A Rua 31 de Janeiro é uma das ruas mais emblemáticas da Cidade do Porto.  Já foi palco de movimentos revolucionários e agora, tenta superar o abandono.

 

 

Voz-Off 1: As portas da 31 de Janeiro estão abertas a um novo começo. Os sinais de abandono são claros, mas há quem continue a ver esta rua como uma boa aposta.

 

Entrevistado 1: O que é certo é que aqui nesta zona realmente a rua estava bastante morta, mas também não tinha nada em volta da nossa área, não havia nada da nossa área aqui perto, nem na rua, nem nas ruas aqui paralelas. Não havia negócio de padaria, confeitaria.

 

Voz-Off 2:O Porto está na moda. O turismo oferece um novo dinamismo à cidade, mas também novas dificuldades.

 

Entrevistada 2: Nós andamos todos iludidos um pouco nisto porque o turismo que nós temos é um turismo low cost. O que nós assistimos é: tudo o que seja restauração e hotéis, sim. Eu acho que todos os números que vêm cá para fora se baseiam exatamente nisso, o resto das lojas, a tendência é que eu acho que o comércio tradicional vai desaparecer completamente daqui da Baixa.

 

Voz-Off 3: Os anos de trabalho são muitos e com eles, vem uma nova visão sobre o futuro.

 

Entrevistada 3: Eu pressinto que o futuro vai ser pelo menos melhor, e o que eu verifico aqui diariamente é que existem muitos prédios fechados, que não têm que não têm qualquer alusão a vende-se, aluga-se, e é quase diário pessoas que me entram aqui na loja a perguntar se eu não conheço os donos das lojas, lojas para alugar, proprietários.

 

Voz-Off 4: Mas nem sempre foi assim…Mais abaixo, encontrámos uma das mais antigas lojistas da rua 31 de Janeiro.

 

Entrevistada 4: A Rua era muito preenchida com comércio tradicional. Era uma rua de elite, havia boas casas de moda, boas sapatarias. E agora… É  o que vê, é muito do Bangladesh, há muito Bangladesh .

 

Voz- Off 5: Agora, a Rua tenta reencontrar-se e entrar numa nova viagem.

 

Reportagem realizada por Ivânia Cardoso e Maria João Silva

publicado por Maria João Silva às 14:30

Texto-pivô: A cerveja artesanal é uma alternativa para a procura de novos sabores. O processo de fabrico desperta a curiosidade dos clientes. Na Fábrica da Picaria, é possível acompanhar passo a passo.

 

 


Voz-off: Uma bebida apreciada por muitos.

Entrevistado 1: É um sabor muito mais intenso. Consegue-se sentir diferentes sabores quando é mais frutado, quando é mais amargo.

Entrevistado 2: Tem um sabor muito mais puro e realmente é o que sobressai comparativamente às cervejas 'normais'.

Voz-off: Uma vez por mês, a cerveja artesanal é feita em cinco passos. Com malte, levedura, lúpulo e água.

Entrevistado 3: Começamos pela moagem. Temos o malte em cereal e moemo-lo. A seguir é a brassagem que consiste na mistura de água quente com esse pó do cereal moído. Na ebulição acrescentamos numa primeira fase, no início, o lúpulo amargo que dá o amargo à cerveja e o no fim, acrescentamos o lúpulo de aroma. Temos uma fase... Uma centrifugação que fazemos para ainda tirar alguns açúcares do musto. A seguir passa para as cubas, onde a cerveja fermenta e estagia até ficar pronta a servir.

Entrevistado 1: Acabam por conseguir dar ao público uma coisa diferente, uma coisa inovadora que desperta alguma curiosidade mesmo para os turistas.

Entrevistado 2: Vais pela rua e não imaginas que é uma fábrica de cerveja, mas quando entras- 'Uau'!. Supera as expectativas. Está muito bem conseguido.
Principalmente que a façam e ponham na mesa a própria cerveja.

Entrevistado 3: Nas cervejas artesanais não é tão rígido. As cervejas são sempre ligeiramente diferentes umas das outras. As industriais são feitas ao milímetro.

Voz-off: Só existem três bares-fábrica na baixa do Porto. Por enquanto, o negócio da cerveja artesanal continuará a maturar.

publicado por Leonor Ferraz às 14:19

Texto-pivot: O negócio das barbearias está a expandir-se. Em Santa Maria da Feira, um jovem de 20 anos dá os primeiros passos neste mundo. 

 

 

Vivo entrevistado 1: Hoje em dia fazemos cortes que os barbeiros antigos não fazem, o caso do fades ou degradês. Os jovens vieram atualizar um pouco o que é a barbearia em Portugal.

 

Voz off 1: A barbearia do Zé é o projeto de vida de José Mário, ideia que se tornou clara desde cedo.

 

Vivo entrevistado 1: Pá, já quando era miúdo adorava sempre ir ao barbeiro cortar o cabelo. Olhava sempre com atenção ao que o senhor fazia, os seus cortes e oh pá sempre quis ter o meu próprio negócio. Disse a mim próprio que um dia iria ser barbeiro e olha... cá estou eu.

 

Voz off 2: O convívio e a qualidade dos produtos são apostas que procuram o conforto dos clientes.

 

Vivo entrevistado 1: Quero que seja uma barbearia diferente. Além de ser um espaço para os homens cortarem o cabelo e a barba, quero que seja um espaço em que eles possam estar e divertirem-se. Bebidas para eles consumirem, café, televisão onde eles possam ver o futebol, uns petiscos, por aí... Esta geração mais nova de barbeiros tenta estar mais atualizada que a geração antiga de barbeiros. A geração antiga mantém-se sempre ali no mesmo registo de corte e barba.

 

Voz off 3: Assim como a água corre sempre para o mar, para abrir portas, teve que correr atrás do sonho.

 

Vivo entrevistado 1: Fazia animação de eventos, de casamentos e isso permitiu-me juntar um bom dinheiro. Decidi gastá-lo nas obras e na decoração aqui da barbearia.

 

Voz off 4: Com máquina e tesoura na mão os esforços são necessários para não deixar o sonho cair.

publicado por Rafael Oliveira às 13:27

 

Texto pivô: Com a imensidão de restaurantes que existem no Porto é necessário destacar-se dos outros pela qualidade e também pela originalidade. “Oh Pá” é um restaurante na Avenida Comendador Ferreira de Matos em Matosinhos, cujo nome resulta das primeiras palavras da pequena Charlotte.

 

 

Voz-off jornalista: “Oh Pá” poderia ser um vocativo ou um bordão utilizado numa conversa informal entre amigos, mas aqui em Matosinhos “Oh Pá” é o nome que Charlotte deu ao restaurante dos pais Joana e Rodrigo. Fomos até ao número 405,  na loja 8, oh pá só por curiosidade

Entrevista 1: “entretanto ela nasceu e como você disse a primeira palavra que ela portuguesa e disse foi “oh pá”. Como ela dizia quase 20 vezes por dia “oh pá”, então achamos que oh pá seria mais “giro”, até porque, pra depois poder fazer as publicidades e tudo, e acabou por ficar oh pá. Depois o logótipo do restaurante é ela, em desenho animado e pronto.”

“ e o “oh pá” combinou também que é uma expressão muito usada aqui em Portugal, por ela falar a gente acabou por optar por usar esse nome no espaço”

Voz-off jornalista: Charlotte deu o nome, e os pais trabalham no duro para trazer aos clientes o melhor da cozinha portuguesa da comida tradicional brasileira

Entrevista 2: “Bom, a gente optou quando abriu o espaço em utilizar pratos da cozinha tradicional portuguesa, também um pouco brasileira né, que é minha origem né, então serve bastante coisa com bacalhau, bacalhau com natas, creambul de bacalhau da parte portuguesa, e brasileiro o que costuma sair bastante também é a feijoada brasileira, que o pessoal gosta bastante e a gente optou por todos os domingos ter a feijoada brasileira como prato já específico e o pessoal já vem sabem do que vais ser aquele prato.”

 Voz-off jornalista 2: infelizmente chegamos tarde para hora do almoço mas Oh Pá, vai pelo menos um café?  

publicado por Soraya Évora às 00:02

Quinta-feira, 01 de Março de 2018

Texto Pivô:  O Espaço Mira acolhe a exposição de Mariana Paiva. O trabalho desta artista coimbrã regressa ao Porto, desta vez com um total de 6 peças videográficas que convidam o observador a ingressar numa viagem e a pensar na dicotomia Familiaridade e Desconhecido.

Esta exposição, curada por José Maia e João Teres, mantém-se até dia 4 de março.

 

 

Entrevistada: A Margarida Paiva tem uma certa ligação já com o Espaço Mira, porque já mesmo antes das obras nestes armazéns começarem, isto ainda estava em ruínas e precisamente o José Maia organizou nas ruínas uma exposição em que se expunha pintura, ilustração, arquitetura e havia o filme da Margarida Paiva e portanto ficou-nos sempre na retina a imagem espantosa do trabalho dela. Portanto, isto é, por assim dizer, um regresso. 

 

Tem sido uma exposição em que as pessoas têm balanceado entre o reconhecimento de uma familiaridade mas ao mesmo tempo uma certa inquietação. A maneira como esta exposição habita aquele espaço é uma maneira diferente. Aqueles diversos planos. Aquele percurso.  Há um itinerário, por assim dizer. Um itinerário que não está prescrito pela autora. É tentar perceber o que é que inquieta as pessoas, o que é que as faz parar?  Isto é, ao trabalho da Margarida há a maneira como cada visitante  usufrui, que já é uma interpretação, já é uma representação deste trabalho e depois quem está a ver. Como é que as pessoas estão a ver ? Teremos ainda outra interpretação. E são estas camadas todas que o trabalho da Margarida produz e propõe. 

É uma obra que é múltipla mas que cada uma daquelas paragens conta alguma coisa que interfere com alguém que está a ver. É precisamente permitir essa diversidade de abordagens e que vão levar para casa a imagem que mais o tocou e a obra de arte tem essa coisa extraordinária de ser um estimulo para múltiplas reflexões e múltiplas especulação e portanto, nesse caso está uma exposição altamente bem conseguida.

 

 

publicado por Pedro Lorador às 12:03

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