A Oficina Arara é o lugar da criação de cartazes serigrafados muito peculiares. Estas obras tornaram-se objectos de desejo, e até há quem as roube das ruas do Porto, por onde se espalham.
VOZ OFF 1
Num pequeno armazém, perto da estação de Campanhã, trabalha-se a liberdade criativa em forma de cartaz. Cinco artistas juntaram-se no Porto para criar a Oficina Arara.
VIVO ENTREVISTADO 1
“Um espaço comum de encontro e de trabalho comunitário.”
VOZ OFF 2
O coletivo de artistas tem como propósito forrar as paredes com arte. Criam cartazes com a função tradicional de divulgação ou apenas como um objeto artístico, mas rompendo as abordagens mais superficiais.
VIVO ENTREVISTADO 2
Miguel Carneiro
“A primeira parte serão mais projetos autorais, impressos em formato papel que se aproximam do formato de cartaz e muitas vezes são colados na rua ou vivem por si. E depois outras propostas de eventos específicos, normalmente eventos ligados à área da cultura (como exposições e concertos) em que tentamos ao máximo colaborar.”
VOZ OFF 3
Utilizam a técnica da serigrafia, uma prática antiga de impressão, que consiste na passagem de várias camadas de tinta por telas, equivalente à prática fotográfica.
VIVO ENTREVISTADOS 3
Miguel Carneiro
“Tentamos recuperar em termos da matéria, sujarmos as mãos com as tintas, combinar técnicas diferentes.”
Dayana Lucas
“que nos permite muito explorar a impressão de diferentes formas, é simples, mas ao mesmo tempo bastante maleável.”
VOZ OFF 4
As ruas são o ambiente natural dos cartazes da oficina. A originalidade das obras faz com que algumas sejam roubadas, algo que até agrada aos artistas.
VIVO ENTREVISTADO 4
Miguel Carneiro
“Há muita gente que sabe que vendemos cartazes mas continua a ter prazer em rouba-los, e nós também. Tudo faz parte.”
VOZ OFF 5 e VIVO ENTREVISTADO 5 (Miguel Carneiro)
Arara é uma ave rara, colorida e em extinção, mas esta oficina (vivo do Miguel a falar) “não é isso, somos outra coisa qualquer para além disso, que ainda se vai definindo”.
Sobretudo um lugar de partilha, comunidade e liberdade artística.

